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14/04/2021

“O IPAM é, acima de tudo, uma fonte de oportunidades e cabe a cada um aproveitá-las” Miguel Magalhães, alumni IPAM


Miguel Magalhães completou, no IPAM, a Licenciatura em Gestão de Marketing e hoje trabalha como Gestor de Marca na Procter & Gamble, onde é responsável pela Tampax no Reino Unido e Irlanda. Do IPAM, recorda as oportunidades que lhe proporcionou e o quanto o ajudou a crescer profissionalmente.

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Resuma sucintamente o seu percurso profissional.
Comecei o meu percurso em consultoria de marketing, com projetos em Portugal e na Índia. Trabalhei com organizações como a AIESEC, MIT Technology Review e Unschool – uma plataforma de e-learning onde tenho um curso de gestão de marketing com +1.500 estudantes na India. Atualmente, desempenho a função de Gestor de Marca na Procter & Gamble, onde sou responsável pela Tampax no Reino Unido e Irlanda.

Que caraterísticas é que um Gestor de Marketing deve ter para ser um bom profissional?
Podia apontar várias, mas destaco a formação. Parece simples e óbvio, mas há muitos profissionais de marketing sem conhecimento académico na área. Não significa necessariamente que, por não terem formação, são maus profissionais. Mas é inegável: a formação torna qualquer profissional mais competente e capaz.
Infelizmente, vemos muitos pseudo-especialistas de marketing a promover que não é necessária formação na área. Claro está, é por isto que vemos trabalhos tão pobres a nível de marketing, marca e comunicação. É também por esta razão que vemos tantos profissionais a tentar reinventar a roda no marketing – não percebem o quão interessante e desenvolvida a área é, e por isso contribuem (mal) com teorias sem fundamento ou substância.
A formação é essencial, e felizmente temos uma área que, embora seja jovem em comparação com outras (ex. economia), já possui uma vasta fonte de conhecimento e ciência que numa vida alguém dificilmente consegue dominar.

De que forma é que o IPAM contribuiu para o seu sucesso profissional?
Para mim, o IPAM não é só a faculdade (as aulas, testes, trabalhos de grupo ou mesmo o contacto com empresas), e por isso não o julgo como tal.
O IPAM trouxe-me a Base, que teve impacto incalculável na minha aprendizagem. E foi ainda através do IPAM que conheci a o Rafael Cerveira Pinto, um dos primeiros alunos do IPAM e Managing Partner da Squadra, a empresa onde cresci como consultor de marketing.
Acredito que o IPAM é, acima de tudo, uma fonte de oportunidades e cabe a cada um aproveitá-las.

Como cofundador da Base IPAM, quais os principais benefícios que esta vertente do empreendedorismo e da gestão lhe proporcionaram e que impacto é que isso tem hoje no desempenho das suas funções?
A experiência na Base IPAM ajudou-me em tudo, mas diria que o principal foi a liderança. Acompanhei dezenas de consultores júnior ao longo de 2/3 anos enquanto Vice-Presidente e Coordenador. Para além de afirmar como líder, observei e aconselhei líderes da Júnior Empresa.
Passamos por várias fases de crescimento, introdução de um novo modelo de negócio e estratégia, vários projetos de consultoria, reconhecimentos por parte federação e alguns conflitos.
Tudo me ajudou desenvolver uma forte capacidade de liderança, que foi a principal vertente que me levou a ser finalista da Commercial Careers Academy da Procter & Gamble e conseguir o cargo de Gestor de Marca.

Consegue destacar o momento mais importante do seu percurso pelo IPAM?
Tive a sorte de ter professores como o Francisco Coelho, Ana Paula Cruz e Rui Rosa Dias. Gostei de maior parte dos professores que tive, mas é engraçado, os que mais me marcaram são os que têm uma personalidade mais afincada.
Tive ainda a oportunidade de conhecer o Filipe Sampaio Rodrigues que me introduziu ao projeto da Base e serviu como mentor ao longo de 2 anos.
Por outro lado, conheci colegas e amigos tanto no IPAM como na Base, que ainda fazem parte do meu dia-a-dia. Foram eles o mais importante no meu percurso do IPAM.

Que conselho daria aos estudantes que estão, neste momento, a tentar vingar na área do marketing?
Aprendam, façam e aprendam com o que fizeram. É fácil cairmos na teoria e perdermos a noção da praticabilidade daquilo que aprendemos. É igualmente fácil desvalorizarmos a teoria e cairmos no hábito da prática sem fundamento.
No meu caso, sei que cresci na área ao aproveitar o máximo que os professores me davam, chegar a casa e continuar a pesquisar sobre os temas de maior interesse. Ao mesmo tempo, praticava o que aprendia em projetos pro bono.
Via os resultados, cometia os erros e dava um maior valor à teoria por ter praticado. O aprender, fazer e aprender com o que fiz ajudou-me a desenvolver uma forte metodologia de trabalho e aprendizagem.

 

Pode solicitar mais informações sobre a licenciatura de Gestão de Marketing  aqui.
 
 

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