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Como podes ganhar experiência profissional antes do primeiro emprego

10 junho 2026

É possível ganhares experiência profissional antes do primeiro emprego através de estágios, projetos académicos, voluntariado, programas de trainees, trabalho freelance e atividades extracurriculares. 

Atualmente, muitos recrutadores valorizam não apenas empregos anteriores, mas também experiências que demonstrem competências, capacidade de execução, responsabilidade e resultados concretos. Por isso, mesmo sem um contrato de trabalho anterior, é possível construires um currículo competitivo e um portefólio relevante. 

Neste artigo, vais encontrar as vias mais eficazes para construíres do zero uma experiência profissional reconhecida e descobrir como o percurso académico no IPAM pode, por si só, ser a primeira entrada no mundo profissional. 

O que conta como experiência profissional?

Quando os recrutadores falam de experiência profissional, não estão necessariamente a pensar apenas em contratos de trabalho a tempo inteiro. De facto, o conceito é muito mais amplo e favorável a quem está a começar. 

Neste sentido, contam como experiência profissional: 

  • Estágios curriculares e profissionais: o primeiro contacto estruturado com o ambiente empresarial real. 
  • Trabalhos académicos com impacto prático: estudos de caso, projetos em parceria com empresas e simulações de negócio. 
  • Trabalho voluntário: sobretudo quando envolve responsabilidades concretas e resultados verificáveis. 
  • Trabalho independente ou freelance: projetos desenvolvidos por conta própria, mesmo que pontuais. 
  • Programas de trainees: programas de entrada estruturada em empresas, pensados especificamente para recém-licenciados. 
  • Atividades extracurriculares: participação em associações académicas, organização de eventos, tutoria de pares, entre outras. 

O que o mercado valoriza não é tanto o rótulo da experiência, mas sim a tua capacidade de demonstrar o que fizeste, como o fizeste e os resultados que alcançaste. Esta mudança de perspetiva é, por si só, libertadora. 

Posso incluir trabalhos académicos no currículo como experiência?

Sim. Projetos académicos podem ser apresentados como experiência profissional quando demonstram competências, metodologias utilizadas, responsabilidades assumidas e resultados obtidos. 

Estudos de caso, projetos desenvolvidos para empresas, teses aplicadas e trabalhos multidisciplinares são exemplos frequentemente valorizados pelos recrutadores. 

Na prática, isto significa abandonares a linguagem académica e adotares a linguagem do mercado. Por exemplo, em vez de “trabalho de grupo desenvolvido no âmbito da unidade curricular de Marketing Digital”, escreve algo como “plano de marketing digital para a empresa X, com estratégia de conteúdo orientada para um crescimento de 15% no brand awareness no prazo de três meses”. 

Embora a informação seja a mesma, o enquadramento é completamente diferente, o que chama a atenção de um recrutador. 

Ao incluíres projetos académicos no teu currículo, tem em conta os seguintes elementos: 

  • O problema ou desafio: qual era o contexto e o que estava em causa. 
  • O teu papel específico: não o que a equipa fez, mas o que tu fizeste e decidiste. 
  • As ferramentas e metodologias utilizadas: Google Analytics, SEMrush, metodologias ágeis e análise SWOT, para demonstrares familiaridade com instrumentos reais de trabalho. 
  • Os resultados: quantificados sempre que possível, mesmo que em contextos simulados. 

É aqui que a escolha da instituição de ensino faz uma enorme diferença. No IPAM, os programas incluem projetos desenvolvidos a partir de briefings reais de empresas parceiras, o que significa que o trabalho académico não simula o mercado: é, desde o início, trabalho com valor de mercado real. 

Como o estágio curricular pode ser a tua primeira experiência profissional

O estágio curricular faz parte do plano de estudos de muitas licenciaturas e mestrados e é geralmente realizado no último ano do curso. Tem como missão principal proporcionar o primeiro contacto real e estruturado com o mercado de trabalho, num ambiente com acompanhamento académico. 

Para quem está a começar, é uma das vias mais valiosas, pois: 

  • Permite aplicar o conhecimento teórico em contextos reais. 
  • Desenvolve competências transversais, como a comunicação, a gestão do tempo e o trabalho em equipa. 
  • Cria uma rede de contactos profissionais desde cedo. 

É frequentemente o ponto de partida para uma oferta de emprego: muitas empresas utilizam o período de estágio como fase de avaliação antes de uma contratação efetiva. 

Para aproveitares ao máximo um estágio curricular, trata-o como um emprego real desde o primeiro dia. Define objetivos, pede feedback regular, documenta as tuas tarefas e os teus resultados e constrói relações genuínas com a equipa. 

O que são e como posso candidatar-me aos estágios profissionais do IEFP?

Os estágios profissionais apoiados pelo IEFP constituem uma das principais medidas públicas de integração de jovens qualificados no mercado de trabalho português. Estes programas combinam formação prática em contexto empresarial com acompanhamento técnico e apoio financeiro. 

Eis as principais características deste programa: 

  • Remuneração: os estágios são pagos consoante o nível de qualificação requerido. 
  • Duração: os estágios apoiados pelo IEFP varia consoante a medida em vigor. Algumas modalidades têm duração de 6 meses e outras podem estender-se até 9 meses, pelo que é recomendável consultar as condições atualizadas no portal oficial do IEFP. 
  • Acompanhamento: cada estagiário tem um orientador na empresa e um técnico de referência no IEFP.
  • Requisitos de candidatura: variam consoante a medida de estágio. Em muitas delas é necessário estar inscrito no IEFP, mas devem ser consultadas as condições específicas em vigor no momento da candidatura na plataforma iefp.pt/emprego.  

Como as candidaturas são feitas diretamente pelas empresas, que submetem as vagas ao IEFP, convém estares atento às ofertas publicadas pelas organizações que te interessam. 

O que são e como posso aceder aos programas de trainees?

Os programas de trainees são percursos de integração estruturada em empresas, pensados especificamente para recém-licenciados e recém-mestres. 

Distinguem-se dos estágios tradicionais porque combinam experiência prática, formação estruturada e integração progressiva em diferentes áreas da organização. 

  • Rotação entre os diferentes departamentos da empresa. 
  • Formação interna intensiva. 
  • Acompanhamento por um mentor sénior. 
  • Remuneração competitiva, próxima de um contrato de trabalho regular. 
  • Uma via direta para uma posição efetiva no final do programa. 

Em Portugal, empresas como a Sonae, a Jerónimo Martins, a EDP, a Deloitte e multinacionais presentes no mercado nacional lançam anualmente programas deste tipo. Os períodos de candidatura variam significativamente entre empresas, sendo mais comum a abertura de programas entre o final do verão e o primeiro trimestre do ano seguinte. 

Para aumentares as tuas hipóteses de acesso: 

  • Mantém o teu perfil no LinkedIn atualizado e ativo. 
  • Candidata-te às empresas em que queres trabalhar, mesmo antes de os programas serem anunciados. 
  • Desenvolve competências técnicas diferenciadoras na tua área: ferramentas digitais e inteligência artificial (IA) aplicada ao marketing ou aos negócios são cada vez mais valorizadas. 
  • Apresenta um portefólio concreto que demonstre o teu valor, mesmo que baseado em projetos académicos. 

Como podes ganhar experiência através de trabalhos de freelancer e voluntariado

Frequentemente subvalorizados, o voluntariado e o trabalho independente são duas das vias mais acessíveis para construíres experiência profissional. 

Voluntariado

Participar em projetos de voluntariado, sobretudo em organizações sem fins lucrativos, eventos ou iniciativas com impacto social, permite-te desenvolver e demonstrar competências como: 

  • Liderança e gestão de equipas. 
  • Comunicação e relações públicas. 
  • Organização e planeamento de projetos. 
  • Criação de conteúdos e gestão de redes sociais. 

O mais importante é que escolhas atividades de voluntariado alinhadas com a área em que pretendes trabalhar. 

Por exemplo, se pretendes seguir uma carreira no marketing digital, oferecer a tua ajuda na gestão das redes sociais de uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) ou de uma associação cultural cria um caso real que podes incluir no teu portefólio. 

Freelance

Fazer trabalhos independentes (design gráfico, redação de conteúdos, gestão de redes sociais, consultoria ou desenvolvimento web) tem várias vantagens para quem está a começar. 

Com estes trabalhos: 

  • Geras um histórico de projetos concretos, com resultados mensuráveis. 
  • Constróis um portefólio antes de teres um emprego formal. 
  • Desenvolves competências na gestão de clientes, prazos e expectativas. 

Mesmo que os projetos sejam pequenos ou pontuais, o facto de teres assumido uma responsabilidade, cumprido um prazo e entregado um resultado é, por si só, uma experiência profissional relevante. 

Podes investir em algumas plataformas de trabalho freelance online como: 

  • Upwork – ideal para: profissionais experientes que procuram projetos de médio e grande porte. 
  • Fiverr – ideal para: iniciantes e profissionais que querem vender serviços padronizados. 
  • Freelancer.com – ideal para: quem está a começar e quer ganhar experiência internacional. 
  • PeoplePerHour – ideal para: marketing digital, design, SEO e desenvolvimento web. 

Como podes elaborar um portefólio ou currículo profissional do zero

O portefólio é o elemento que mais diferencia os candidatos sem histórico de emprego formal. Enquanto o currículo lista o que fizeste, o portefólio mostra, e essa diferença é determinante numa triagem inicial. 

Em áreas como marketing digital, tecnologia, design e análise de dados, os recrutadores atribuem frequentemente maior relevância à demonstração prática de competências através de portefólios e projetos do que à simples enumeração de experiências profissionais. 

1. Seleciona com critério: qualidade acima de quantidade

Não incluas tudo o que já fizeste. Escolhe os projetos que melhor representam as tuas competências na área em que queres posicionar-te; um portefólio com três projetos bem documentados é sempre mais eficaz do que dez entradas superficiais. 

2. Documenta o processo e não apenas o resultado

Claro que o output final importa, mas o que realmente distingue um portefólio forte é a capacidade de demonstrares o raciocínio por detrás de cada decisão. 

Qual era o problema? Que abordagem escolheste e porquê? Que resultado gerou? Os recrutadores e gestores de contratação valorizam candidatos que pensam e não apenas que executam. 

3. Escolhe a plataforma certa para cada contexto

Não existe uma solução única: 

  • LinkedIn: para visibilidade e descoberta passivas. 
  • Notion ou website pessoal: para maior profundidade, narrativa e projetos mais detalhados. 
  • PDF: para candidaturas formais. 

4. Descreve com linguagem de mercado

Tal como supramencionado, usa os termos que os recrutadores da tua área procuram efetivamente, quantifica sempre que possível e evita jargão académico. 

5. Trata o portefólio como um documento vivo

Nunca te esqueças de atualizar o teu portefólio. Cada novo projeto, estágio ou iniciativa é uma oportunidade de enriquecê-lo e transmite, por si só, uma mensagem de comprometimento e evolução contínua. 

Como preencher a secção de experiência profissional sem ter experiência de trabalho

Se não tens experiência formal, a secção de experiência profissional deve ser complementada com projetos, atividades e resultados concretos que demonstrem o teu potencial. 

O segredo está em usares linguagem de mercado, verbos de ação e resultados quantificados sempre que possível. 

Eis como fazê-lo para cada tipo de experiência: 

1. Projeto académico

“Projeto de plano de marketing para a empresa X (Licenciatura em Gestão de Marketing, IPAM, 2024) – desenvolveu uma estratégia de posicionamento e um plano de comunicação digital para o segmento Y, com análise de mercado e proposta orçamental”. 

2. Estágio curricular

“Estágio curricular na agência X (3 meses) – apoio à gestão das redes sociais de 3 clientes, com um crescimento médio de 12% no engagement nesse período”. 

3. Voluntariao

“Coordenador de comunicação, associação X (6 meses) – gestão de redes sociais, newsletter mensal e organização de 2 eventos com mais de 100 participantes”. 

4. Freelance

“Consultor de marketing digital independente (2023–2024) – gestão das redes sociais de 3 clientes de pequena dimensão, com criação de conteúdo semanal e relatórios mensais de desempenho”. 

A estrutura é sempre a mesma: contexto, papel desempenhado e resultado. Mesmo que a experiência seja modesta, esta forma de apresentá-la transmite clareza, profissionalismo e orientação para resultados, exatamente o que um recrutador procura. 

Como o Ensino Superior é uma porta de entrada real para o mercado de trabalho

A escolha do curso e da instituição em que estudas tem um impacto direto na tua experiência profissional muito antes de terminares a formação. No IPAM, essa ligação ao mercado é o centro do modelo de ensino. 

Segundo dados, os jovens com ensino superior apresentam taxas de emprego mais elevadas do que os jovens com níveis de qualificação mais baixos, reforçando o papel da educação na integração profissional 

Os CTeSP do IPAM, com duração de dois anos e estágio curricular obrigatório numa empresa parceira, foram concebidos precisamente para quem pretende ingressar rapidamente no mercado de trabalho com competências práticas sólidas. 

A formação é lecionada com base em desafios empresariais e projetos interdisciplinares reais, com um semestre completo dedicado exclusivamente ao contacto com o ambiente empresarial. 

As licenciaturas do IPAM (também em formato online) aprofundam essa lógica ao longo de três anos. Anualmente, são desenvolvidos mais de 50 casos reais com empresas nacionais e internacionais, envolvendo mais de 1500 estudantes. 

Marcas como Google, IKEA, McDonald's, Rock in Rio, Sonae ou Starbucks já fizeram parte deste ecossistema, o que significa que os projetos que desenvolves durante o curso têm o peso e a exigência de um briefing real e não de uma simulação académica. 

A tudo isto acresce a possibilidade de obteres certificações reconhecidas internacionalmente (Google, HubSpot, LinkedIn) ainda durante a formação, bem como um Gabinete de Empregabilidade que te apoia na elaboração do currículo e no acesso a ofertas exclusivas. 

O IPAM como ponto de partida para a tua carreira

No IPAM, a aprendizagem não se limita à sala de aula. Com mais de 40 anos de especialização em marketing, tecnologia e negócios, estrutura a oferta formativa em torno de uma ligação ativa ao mercado, com projetos reais com empresas parceiras, estágios em organizações de referência, um Gabinete de Empregabilidade dedicado e uma comunidade de alumni com presença nos principais setores da economia portuguesa. 

Se queres construir uma experiência profissional sólida desde o início da formação, o IPAM oferece cursos nas áreas de marketing, tecnologia e negócios, disponíveis presencialmente em Lisboa e no Porto ou em formato 100% online

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Perguntas frequentes sobre experiência profissional e primeiro emprego

É possível conseguir um emprego sem experiência profissional?

Sim. Muitas empresas recrutam candidatos com potencial, sobretudo para posições de entrada, estágios e programas de trainees. Projetos académicos, voluntariado e portefólios podem compensar a ausência de experiência formal.

Quantos projetos devo incluir no meu portefólio?

Entre três e seis projetos bem documentados costumam ser suficientes para demonstrar competências relevantes.

O voluntariado conta como experiência profissional?

Sim, especialmente quando envolve responsabilidades concretas, liderança, organização de eventos ou gestão de projetos.

Os recrutadores valorizam trabalhos freelance?

Sim. O trabalho freelance demonstra autonomia, capacidade de gestão de clientes e entrega de resultados.

Qual é a diferença entre estágio curricular e estágio profissional?

O estágio curricular integra o plano de estudos de um curso. O estágio profissional é normalmente realizado após a formação e pode estar associado a programas públicos ou privados de inserção profissional.
Lisboa: +351 21 598 9174Porto +351 21 598 9176Online: +351 21 598 9178

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