Os concertos realizados em Portugal por Pedro Abrunhosa ao longo de 2025 geraram um impacto económico direto estimado em cerca de 25 milhões de euros, de acordo com um estudo desenvolvido pelo IPAM.
As conclusões evidenciam a capacidade da música ao vivo para dinamizar os territórios, ao atrair visitantes e estimular o consumo em setores como a restauração, o alojamento, o comércio, a mobilidade e o lazer. O impacto é impulsionado sobretudo pelos espectadores não residentes, que representam mais de metade do público e concentram os níveis de despesa mais elevados.
Os resultados indicam que os concertos ao ar livre, que reuniram mais de 435 mil espectadores, concentraram um impacto económico estimado em 20 milhões de euros durante 2025, com um gasto médio de 43 euros por espectador. Já os espetáculos realizados em recinto fechado, com cerca de 65,5 mil espectadores, geraram aproximadamente 5 milhões de euros, correspondendo a um gasto médio de 55 euros por pessoa.
A análise, considerada inédita na indústria da música nacional, baseia-se em 933 respostas válidas recolhidas junto de espectadores de concertos realizados em diferentes pontos do país. O estudo avaliou os efeitos diretos dos eventos na economia local, tendo em conta despesas relacionadas com alimentação, deslocações, alojamento, compras e atividades de lazer.
De acordo com os dados recolhidos, 55% dos espectadores inquiridos não reside na cidade onde decorre o concerto, confirmando a capacidade destes eventos para captar visitantes e gerar receita adicional para os territórios anfitriões. Entre os espectadores que se deslocaram de outras localidades, 95% afirmou ter viajado especificamente para assistir a um concerto de Pedro Abrunhosa.
O estudo evidencia ainda a forte dimensão social associada à música ao vivo. Cerca de 94% dos espectadores afirmaram assistir aos concertos acompanhados, sobretudo por parceiros, familiares ou amigos, potenciando o consumo coletivo em restaurantes, comércio e outras atividades locais.
Segundo o IPAM, os resultados demonstram que os espetáculos de música ao vivo assumem um papel cada vez mais relevante não apenas na oferta cultural, mas também enquanto motores de dinamização económica e territorial.