“O maior risco para o marketing europeu é fazer pouco e demasiado tarde”
Henrique Ribeiro, professor e diretor do CTeSP de Marketing Digital no IPAM Lisboa, assina no jornal ECO um artigo de opinião em que analisa o paradoxo do marketing europeu perante a inteligência artificial: um setor que quer crescer, mas que ainda hesita em assumir plenamente o comando num tempo em que a IA já mudou as regras do jogo.
Com base no relatório "State of Marketing Europe 2026", da McKinsey & Company, sintetizamos as três ideias centrais do autor.
Marcas sólidas, âncoras em tempo de incerteza
Branding, autenticidade e privacidade voltam ao topo das prioridades estratégicas. Num tempo de incerteza, defende o autor, "quando tudo oscila, as marcas sólidas funcionam como âncoras emocionais".
Marketing europeu: mais verba, menos decisão
O investimento cresce, mas o marketing continua sem lugar próprio na mesa das decisões em boa parte das empresas europeias. Um desencontro que, para Henrique Ribeiro, trava tudo o que tornaria o marketing verdadeiramente estratégico.
O paradoxo da IA generativa
A inteligência artificial generativa aparece apenas em 17.º lugar nas prioridades, apesar dos ganhos que já demonstra. Um atraso que o autor não vê como neutro, mas como "uma desvantagem competitiva anunciada".
Para Henrique Ribeiro, o maior risco do marketing europeu não é errar, é fazer pouco e demasiado tarde. Isto porque o diferencial do futuro estará "precisamente naquilo que as máquinas não sentem: visão, ética, narrativa, empatia".
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