Férias 2026: o que mudou nos hábitos dos portugueses desde 2019

  • Férias 2026: o que mudou nos hábitos dos portugueses desde 2019

As férias de verão são um dos momentos de maior consumo das famílias portuguesas. O estudo original do IPAM, realizado em 2019, surgiu num ambiente de maior confiança dos consumidores, depois de vários anos marcados pela crise económica e financeira

Sete anos depois do estudo original, o IPAM repetiu o inquérito sobre as férias de verão dos portugueses junto de uma amostra com características idênticas.

O estudo "​Férias dos Portugueses 2019-2026 – O que mudou nos hábitos, no orçamento e nos destinos de férias de verão" mostra que as férias se mantiveram uma prioridade: 79% dos portugueses revelaram tencionar gozar férias no verão e, destes, 73% planeavam sair do local onde residem. Há ainda uma novidade face a 2019: a inteligência artificial entrou no planeamento das viagens. 

Ter ou não ter férias?

A generalidade dos portugueses não abdica das férias de verão. Em 2026, 79% tencionavam gozar férias entre julho e setembro, menos do que em 2019 (85%). A duração dos dias de descanso manteve-se estável: 57% escolheram duas semanas, praticamente o mesmo que há sete anos (58%). 

A praia continuou a ser o critério que mais pesou na escolha do destino, valorizada por 47% dos inquiridos, embora com menos força do que em 2019 (59%).  

Portugal lidera, com o Alentejo Litoral à frente

Metade dos portugueses (50%) tencionava passar férias em Portugal e 40% na Europa. Face a 2019, Portugal perdeu algum peso como destino (61% para 50%) e a Europa ganhou-o (34% para 40%). Dentro do país, as regiões de eleição mudaram: o Alentejo Litoral liderou as escolhas, com 60%, enquanto o Algarve perdeu força (48% para 30%) e o Norte Litoral ganhou um destaque que não tinha em 2019 (13% para 38%).

Destino das Férias dos Portugueses

Portugal
Europa
Outro

O orçamento sobe, mas a contenção mantém-se

Cada português tencionava gastar, em média, 750 euros por pessoa nas férias de verão de 2026, mais 38 euros do que em 2019 (um aumento de quase 5%). O valor mais alto convivia com sinais de contenção: em comparação com o ano anterior, 43% pretendia gastar menos, 43% o mesmo e apenas 14% mais. O subsídio de férias manteve-se decisivo para pagar o verão, com 77% a utilizá-lo, parcial ou totalmente, uma proporção maior do que em 2019 (em que 54% dos respondentes do estudo usavam apenas parte do valor).

IA entrou no planeamento das férias em 2026

A forma como os portugueses pesquisam as férias mudou. A pesquisa de informação na internet subiu de 67% em 2019 para 86% em 2026. E surgiu um comportamento novo: 21% dos inquiridos recorriam também à inteligência artificial, através de ferramentas como o ChatGPT, o Copilot ou o Claude, como parte da pesquisa da viagem, uma opção que não existia à data do primeiro estudo.

Coordenação científica do estudo:

Mafalda Ferreira, Diretora da Licenciatura em Gestão de Marketing no IPAM Porto
Mafalda Ferreira

Metodologia

Comparação direta com o estudo de 2019. Foi replicada a mesma população-alvo, tipo de recolha e uma dimensão de amostra semelhante; categorias divergentes foram agregadas para assegurar comparabilidade.

0%
Intenção de gozar férias no verão de 2026
0€
Orçamento médio por pessoa (mais 5% do que em 2019)
0%
Norte Litoral cresce como destino de férias (face a 13% em 2019)
0%
Algarve com queda de 18 pontos percentuais em relação a 2019
0%
Recurso à inteligência artificial para planear a viagem

Ler estudo completo sobre férias dos portugueses 2019-2026

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