O regresso às aulas é cada vez menos uma simples lista de material escolar e mais uma decisão familiar onde se cruzam orçamento, influência dos filhos e pesquisa digital. O novo estudo do IPAM, Regresso às Aulas 2026: Quem decide o que comprar e onde comprar?, revela que 83% dos inquiridos sentem que as despesas associadas ao regresso à escola são superiores às do ano anterior, enquanto 86% afirmam comparar preços frequentemente ou sempre e 97% reutilizam pelo menos algum material.
A despesa média estimada é de 179 euros por filho, embora com diferenças significativas entre famílias. Cerca de 43% dos inquiridos prevêem gastar entre 100 e 249 euros por criança ou jovem, enquanto 18% estimam um valor inferior a 50 euros. No extremo oposto, 9% antecipam despesas iguais ou superiores a 400 euros por filho. A preocupação com o orçamento está, assim, a traduzir-se numa maior racionalização das compras. Comparar preços, procurar promoções e reutilizar materiais assumem um papel central num período em que as famílias procuram conciliar aquilo que é necessário comprar com as preferências dos filhos.
A decisão começa online, mesmo quando a compra termina na loja
Apesar da crescente presença dos canais digitais, a loja física continua a desempenhar um papel central no regresso às aulas. 69% dos inquiridos dizem privilegiar a compra exclusivamente ou maioritariamente em lojas físicas, face a 16% que compram exclusiva ou maioritariamente online. Mas a decisão começa, muitas vezes, antes da deslocação à loja. 64% consultam sites de marcas ou retalhistas, 54% recorrem a motores de pesquisa e 47% utilizam sites de comparação de preços. As redes sociais também entram nesta jornada, com 34% a recorrerem ao Instagram e 23% ao TikTok.
Os resultados apontam, assim, para um comportamento próximo do modelo Research Online, Purchase Offline: o consumidor pesquisa, compara e reduz as opções digitalmente, mas continua a valorizar o contacto com o produto e a conveniência da compra presencial.