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Os first-party, second-party, third-party e zero-party data são quatro categorias de dados utilizadas no marketing digital, diferenciadas pela sua origem, forma de recolha, nível de consentimento e grau de confiança. Atualmente, os dados próprios (first-party e zero-party) assumem um papel cada vez mais importante devido às exigências legais em matéria de privacidade e à redução da utilização de cookies de terceiros.
Compreender estas diferenças permite desenvolver estratégias de marketing mais eficazes, melhorar a personalização das campanhas e garantir maior conformidade com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD).
A privacidade do consumidor encontra-se no centro do debate (impulsionado pelo RGPD, pelo progressivo bloqueio de cookies de terceiros nos principais navegadores e por uma regulação nacional e europeia cada vez mais exigente), pelo que saber distinguir estes quatro tipos de dados passou a ser uma competência estratégica incontornável para qualquer equipa de marketing.
Neste artigo, vais perceber em que consiste cada tipo de dados, quais as diferenças práticas entre si e porque é que a hierarquia de valor da informação em marketing se inverteu nos últimos anos.
Encontrarás também um guia prático para construíres uma estratégia assente em dados próprios, num momento em que os dados de terceiros estão a perder terreno a um ritmo acelerado.
Os first-party data (ou dados primários) são recolhidos diretamente por uma empresa junto dos seus próprios clientes e utilizadores, com os seus conhecimento e consentimento.
Trata-se de informação gerada pela própria marca a partir das suas interações diretas: não existe nenhum intermediário envolvido e a relação entre quem recolhe e quem cede os dados é verificável em todas as etapas.
As fontes típicas de first-party data incluem:
O que faz dos first-party data o ativo mais valioso do marketing moderno é precisamente a sua natureza, ou seja, como são recolhidos através de consentimento direto, são mais fiáveis, atuais e alinhados com o comportamento real dos clientes do que quaisquer dados de origem externa.
Uma marca que estrutura e ativa bem os seus dados primários consegue segmentar audiências com rigor, personalizar comunicações com relevância e melhorar a experiência do cliente de forma consistente, sem depender de terceiros.
A sua principal limitação é o volume: os first-party data só existem para quem já interage com a marca, o que torna a sua escala naturalmente menor do que a dos dados de terceiros e explica porque é que as estratégias de second-party e zero-party data surgem como complementos naturais.
Marcas como a Nike (que utiliza os dados do programa «NikePlus» e da app SNKRS para personalizar comunicações e antecipar lançamentos) ou o Spotify (que transforma o histórico de escuta de cada utilizador no fenómeno anual «Spotify Wrapped») construíram vantagens competitivas duradouras a partir desta matéria-prima.
Os números confirmam esta tendência: um relatório produzido pela Forrester Consulting para a Acoustic (em Inglês) indica que a utilização de dados comportamentais primários pode melhorar o custo de aquisição de clientes em 83%, a satisfação do cliente em 78% e o retorno sobre o investimento (ROI) em 72%.
A mesma investigação revela ainda que 93% dos profissionais de marketing consideram que recolher first-party data é hoje mais crítico do que nunca.
Para quem deseja dominar estas técnicas a nível profissional, a Pós-Graduação Online em Inteligência Artificial Aplicada a Marketing e Vendas do IPAM aborda especificamente como usar IA para extrair o máximo valor dos first-party data: personalização, segmentação preditiva e automação de campanhas.
Os second-party data (ou dados secundários) são, na prática, os first-party data de outra organização, partilhados diretamente entre duas entidades através de um acordo formal.
Não há quaisquer intermediários: uma marca acede à audiência qualificada de um parceiro porque existe uma relação estabelecida para esse fim, com regras claras, limites definidos e propósitos mutuamente acordados.
Como funciona na prática? O modelo assenta em trocas de dados benéficas entre organizações com audiências complementares. Por exemplo:
Mais recentemente, este modelo evoluiu com a adoção generalizada de «data clean rooms», isto é, ambientes técnicos seguros em que dois parceiros cruzam os respetivos dados primários sem os transferirem fisicamente, preservando a privacidade e a conformidade legal.
Empresas como a Amazon Advertising, a Google e a Meta disponibilizam infraestruturas deste tipo para marcas parceiras, sendo que a sua utilização tem crescido significativamente à medida que os third-party data vão perdendo relevância.
As principais vantagens dos second-party data face aos third-party são a qualidade e a transparência: a origem dos dados é conhecida, a partilha é acordada diretamente e a informação é recolhida com consentimento verificável.
Ao contrário dos dados comprados (cuja cadeia de proveniência raramente é clara e cujas práticas de recolha são frequentemente opacas), os second-party data mantêm a integridade dos first-party data enquanto aumentam o alcance da marca para além da sua própria audiência.
A sua principal limitação é a exigência operacional: um acordo de second-party data requer negociação formal, alinhamento legal com o RGPD e uma relação de parceria estabelecida, o que limita a escala a que este tipo de dados pode ser acedido.
Os contextos de utilização mais comuns incluem as retail media networks (em que grandes retalhistas como a Amazon ou o Continente disponibilizam os seus dados primários a marcas parceiras), as parcerias entre marcas complementares e os programas de co-marketing com troca de públicos qualificados.
O CTeSP em Marketing Digital (Lisboa e Porto) é um bom ponto de entrada para estudantes que querem começar a trabalhar com dados e campanhas digitais de forma prática, incluindo a compreensão das parcerias de dados que estão na base das estratégias modernas de media.
Os third-party data (ou dados de terceiros) são recolhidos por entidades externas que não têm uma relação direta com os indivíduos em causa, de que são exemplos agregadores, data brokers e plataformas publicitárias que recolhem, compilam e vendem informação sobre comportamentos, interesses e características sociodemográficas de grandes volumes de utilizadores.
Ao longo de mais de uma década, o mecanismo central que tornou os third-party data operacionais foram os cookies de terceiros, ou seja, pequenos ficheiros colocados no navegador do utilizador por domínios diferentes do site que estava a visitar.
Estes cookies permitiam rastrear o comportamento desse utilizador em múltiplos sites (páginas vistas, categorias de interesse, intenção de compra, frequência de visita, etc.) e consolidar esses dados num perfil detalhado que podia depois ser ativado por anunciantes em plataformas programáticas, sem que alguma vez tivesse existido uma interação direta entre a marca e esse utilizador.
Este modelo constituiu a coluna vertebral do retargeting, dos lookalike audiences e dos públicos de interesse nas plataformas de display e na publicidade programática em geral.
O elemento mais atrativo era a escala: data brokers como a Acxiom, a Oracle Data Cloud ou a Nielsen Marketing Cloud agregam dados de centenas de milhões de utilizadores, muito mais do que qualquer marca consegue recolher diretamente.
A escala era, contudo, apenas uma das suas três vantagens históricas: os third-party data ofereciam igualmente segmentação muito detalhada (perfis de interesse construídos a partir de comportamentos em múltiplos sites) e disponibilidade imediata (os dados podiam ser comprados e ativados em campanhas sem qualquer investimento prévio numa recolha direta).
O problema é que este modelo assenta num pressuposto que está a desmoronar-se: a capacidade de rastrear utilizadores em múltiplos sites e dispositivos sem o seu consentimento explícito.
Com o agravamento da regulação europeia, as mudanças nos principais navegadores e a crescente resistência dos consumidores à vigilância publicitária, os third-party data estão a perder cada vez mais relevância, precisão e escala.
O que foi o principal combustível do marketing programático durante anos está progressivamente a tornar-se um sinal mais fraco, difícil de ativar e arriscado do ponto de vista normativo, sendo que as suas limitações crescentes tornam-no cada vez menos fiável:
A forma mais clara de compreenderes as diferenças entre estes três tipos de dados consiste em analisares a relação entre a marca e a origem da informação e o que essa mesma relação implica em termos de qualidade, consentimento e risco.
Eis um breve termo de comparação:
A hierarquia de valor inverteu-se: durante anos, os third-party data foram tratados como a base do targeting digital, dadas as suas escalabilidade, facilidade de compra e disponibilidade para todos.
Por outro lado, os first-party data eram considerados limitados por terem pouco volume e serem difíceis de estruturar e ativar em termos de custos. Atualmente, esta lógica está completamente virada do avesso.
O que antes era menos valorizado (os first-party data) é agora o ativo mais estratégico de qualquer marca. O que era a base do targeting programático (os third-party data) tem vindo a perder terreno a cada ano que passa, à medida que os navegadores bloqueiam cookies, o enquadramento legal se torna mais exigente e os consumidores requerem maior controlo sobre a sua informação pessoal.
Esta inversão tem uma lógica simples: num ecossistema digital cada vez mais orientado para a privacidade, os dados que mais valem são os que foram partilhados com consentimento genuíno, o que permite à marca que constrói uma relação direta e de confiança com os seus clientes adquirir uma vantagem competitiva que nenhum broker consegue vender.
A este quadro acrescentam-se ainda os zero-party data, que representam o nível mais elevado de transparência e consentimento em toda a hierarquia de dados.
Os zero-party data são o conceito que leva a relação entre marca e consumidor um passo adiante; o termo foi cunhado pela Forrester Research e define-se como “os dados que o consumidor partilha de forma ativa e intencional com uma marca”, nomeadamente:
(…) tudo isto em vez de dados inferidos a partir de comportamentos observados, o que torna a distinção face aos first-party data fundamental:
Os first-party data obtêm-se através da observação do que o cliente faz (p. ex., páginas que visita, produtos que compra, tempo que passa em cada secção do site, e-mails que abre, etc.).
Os zero-party data são declarados, ou seja, o cliente apenas diz o que quer (revelando as suas preferências explícitas, os seus gostos, as suas intenções e o contexto em que se encontra).
É, por isso, considerado o tipo de dado com maior potencial de personalização, assim como o de maior durabilidade num contexto regulatório progressivamente mais restritivo, em que a confiança do consumidor se torna um ativo próprio.
A Sephora, com o programa «Beauty Insider», é um dos exemplos mais bem-sucedidos desta abordagem: ao pedir às clientes as suas preferências de pele, rotinas de beleza e os tipos de produtos que mais utilizam, a marca gera zero-party data altamente qualificados enquanto fideliza com recomendações precisas e ofertas personalizadas.
O mesmo princípio está por detrás dos questionários de estilo do Stitch Fix ou dos perfis de preferência musical do Spotify.
Os números apontam para uma tensão que os zero-party data ajudam a resolver: segundo um estudo de 2024 da Qualtrics XM Institute (e no âmbito do qual foram entrevistados mais de 23.000 consumidores), 64% dos inquiridos afirmaram preferir comprar a empresas que personalizam a sua experiência, mas apenas 33% acreditam que as marcas utilizam os seus dados de forma responsável.
Os zero-party data resolvem esta tensão, uma vez que são o único tipo de dados em que a recolha é, por natureza, um ato de confiança voluntária, tornando-os simultaneamente mais valiosos e menos controversos dos pontos de vista ético e regulatório.
Durante mais de duas décadas, os cookies de terceiros foram a infraestrutura invisível do marketing digital, tornando possíveis ações como o retargeting, a medição de conversões multitoque, a modelação de públicos e a execução de campanhas programáticas em escala.
O seu declínio não é uma mudança técnica menor, mas sim uma reorganização estrutural da forma como as marcas acedem a públicos online.
O Safari, da Apple, bloqueia cookies de terceiros por definição desde 2020 através de Intelligent Tracking Prevention (ITP).
O Firefox, da Mozilla, bloqueia-os também por defeito desde 2019 através de Enhanced Tracking Protection (ETP).
O Chrome, da Google, é o navegador mais utilizado à escala global, com uma quota de mercado superior a 70% em maio de 2026, segundo o StatCounter, tendo optado por um caminho diferente:
Isto não significa, porém, que o problema tenha desaparecido, já que a direção estrutural é inequívoca: estima-se que cerca de 40% dos utilizadores já naveguem sem cookies de terceiros (seja porque utilizam o Safari ou o Firefox, porque os rejeitam em banners de consentimento ou porque os eliminam regularmente).
As escala e precisão do targeting baseado em third-party data deterioram-se progressivamente, independentemente do suporte técnico do Chrome. Tratar a não deprecação forçada como um sinal de normalidade seria um erro estratégico.
À medida que o ecossistema se reorganiza, cinco abordagens estão a ganhar terreno como alternativas estruturais ao targeting baseado em cookies de terceiros:
A Pós-Graduação Online em Growth Marketing & Performance do IPAM aborda especificamente estas estratégias de aquisição e crescimento num contexto cookieless, preparando profissionais para trabalharem eficazmente neste novo panorama.
Um estudo da Adobe (em Inglês), realizado junto de 2667 líderes de marketing e experiência do cliente em oito países, revelou que 75% das empresas ainda dependem fortemente de cookies de terceiros para as suas atividades de marketing.
Por sua vez, a IAB Europe reportou (também em Inglês) que 76% das empresas do setor publicitário digital europeu reconhecem depender de cookies de terceiros, com apenas 51% a sentirem-se preparadas para operarem sem os mesmos.
Na Europa e em Portugal, o enquadramento legal segue a mesma direção que os navegadores: a Diretiva ePrivacidade 2002/58/CE (transposta para a jurisdição portuguesa pela Lei n.º 41/2004, de 18 de agosto, e respetivas alterações) estabelece que os cookies não essenciais exigem consentimento informado, específico e explícito do utilizador.
São inválidos os mecanismos de opt-in automático, como caixas pré-selecionadas ou ausência de opção de recusa. Este enquadramento funciona em articulação com o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), que prevê coimas até 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios global.
A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) tem vindo a intensificar a sua atividade: em 2023, emitiu 90 coimas (que se traduzem num total de 559.950 euros), tendo recebido mais de 2500 queixas relacionadas com comunicações não solicitadas e práticas de cookies.
A tendência europeia aponta no mesmo sentido: a autoridade francesa de proteção de dados (Commission nationale de l’informatique et des libertés – CNIL) aplicou coimas de 325 milhões de euros à Google em setembro de 2025 por violações relacionadas com cookies.
Para os profissionais de marketing, a conclusão prática é clara: quem já estiver a construir uma estratégia sólida de first-party e zero-party data estará muito mais bem posicionado para esta transição.
Para compreenderes este tema no contexto mais amplo da evolução do setor, podes explorar o artigo do IPAM intitulado «Como a tecnologia e os dados estão a redefinir o futuro do marketing digital».
A melhor estratégia de dados depende dos objetivos da empresa, da dimensão da base de clientes, do nível de maturidade digital e dos recursos disponíveis. Na prática, não existe uma abordagem única: a maioria das organizações combina diferentes tipos de dados para melhorar a personalização, otimizar campanhas e cumprir os requisitos legais de privacidade.
Ao definires uma estratégia de dados, deves considerar vários fatores:
A construção de uma estratégia de first-party data não começa com tecnologia, mas sim com um inventário honesto do que a marca já tem. Muitas empresas detêm mais first-party data do que pensam; o problema não é a escassez de dados, mas a fragmentação, a falta de estrutura e a ausência de ativação estratégica.
O ponto de partida é perceberes o que existe:
A resposta, muitas vezes, surpreende: a maioria das empresas tem dados dispersos em múltiplos sistemas, sem integração entre si e sem qualquer ativação estratégica. A consolidação começa com este mapeamento, ou seja, antes de investires numa nova recolha, deves compreender o que já existe e o que está a ser subutilizado.
Os consumidores partilham dados quando percebem claramente o que ganham com isso. Por exemplo, programas de fidelidade, conteúdo exclusivo (gated content), newsletters temáticas, ferramentas interativas, simuladores, testes de diagnóstico e questionários de onboarding são mecanismos eficazes de recolha de dados com consentimento explícito, criando valor imediato para quem os preenche.
A Sephora, com o «Beauty Insider», é um exemplo claro: ao recolher preferências de pele e rotinas de beleza, gera zero-party data altamente qualificados enquanto aumenta a lealdade dos clientes com recomendações verdadeiramente personalizadas.
Todas as estratégias de dados devem estar alinhadas com o RGPD e com a Lei n.º 41/2004, de 18 de agosto, o que implica:
A inteligência artificial está cada vez mais a ser utilizada para personalizar experiências a partir de dados comportamentais, o que significa que a conformidade regulatória e a ética no tratamento de dados deixaram de ser meras obrigações legais, desempenhando também o papel de vantagem face à concorrência direta.
Ter dados dispersos em múltiplos sistemas sem integração é algo que gera pouco valor estratégico. Uma Customer Data Platform (CDP) permite-te agregar informação proveniente de diferentes fontes, resolver identidades (ligar o mesmo utilizador a diferentes dispositivos e canais) e construir perfis unificados que podem ser ativados em tempo real e de forma segmentada.
A consultora MarketsandMarkets projeta que o mercado de CDP passe de 9,72 mil milhões de dólares em 2025 para 37,11 mil milhões em 2030, o que reflete o papel central que estas plataformas estão a assumir nas arquiteturas de marketing modernas.
Para além do CDP, a integração com as plataformas de publicidade é um passo essencial: as APIs de conversões do Google Ads e do Meta Ads permitem enviar eventos de conversão diretamente dos servidores da marca (sem depender de cookies), garantindo uma atribuição mais precisa e reduzindo as perdas de sinal que afetam as campanhas de performance.
Podes aprofundar as formas como a Data Science e a automação de marketing se articulam com esta infraestrutura a partir dos artigos dedicados publicados no blog do IPAM.
Os first-party data não têm qualquer valor se ficarem numa base de dados inativa. A ativação implica:
A McKinsey & Company estima que as marcas que utilizam first-party data para modelarem e segmentarem públicos online podem alcançar uma melhoria de 40% no retorno sobre a despesa publicitária (ROAS), com a personalização a potenciar entre 5% e 15% de aumento de receita e a reduzir os custos de aquisição de clientes até 50%.
Os first-party data são considerados o futuro do marketing porque permitem às empresas conhecer melhor os seus clientes através de dados recolhidos diretamente, com maior qualidade, transparência e respeito pela privacidade.
Num contexto em que os cookies de terceiros estão a perder relevância e a legislação sobre proteção de dados é cada vez mais exigente, os dados próprios tornaram-se um dos ativos mais estratégicos para criar experiências personalizadas e tomar decisões baseadas em informação fiável.
As principais razões para esta mudança são:
À medida que o marketing digital evolui para um modelo centrado na privacidade, na confiança e na utilização responsável da informação, os first-party data assumem um papel cada vez mais importante na construção de relações duradouras com os clientes e na criação de vantagens competitivas sustentáveis.
A inteligência artificial está a transformar a utilização de dados no marketing ao permitir analisar grandes volumes de informação em poucos segundos, identificar padrões difíceis de detetar manualmente e automatizar decisões que anteriormente exigiam uma intervenção humana significativa.
Com base em first-party e zero-party data, a IA ajuda as empresas a compreender melhor os seus clientes, otimizar campanhas e oferecer experiências mais relevantes e personalizadas.
Atualmente, a IA apoia diversas atividades relacionadas com a gestão e ativação de dados:
Apesar da evolução da inteligência artificial, existem áreas fundamentais que continuam a exigir conhecimento, pensamento crítico e tomada de decisão humana.
A intervenção das pessoas permanece essencial em aspetos como:
À medida que a IA evolui, o seu maior potencial não passa por substituir os profissionais de marketing, mas por complementar a sua capacidade de análise e apoiar decisões mais rápidas, informadas e eficazes.
Em suma, os termos “first-party data”, “second-party data”, “third-party data” e “zero-party data” não são apenas categorias técnicas, mas também o mapa que define como uma marca acede à e recolhe e utiliza a informação sobre os seus clientes num ecossistema digital em desenvolvimento.
A transição de um modelo assente em dados de terceiros para uma estratégia centrada em dados próprios é, atualmente, uma das prioridades mais prementes para qualquer equipa de marketing que queira manter a eficácia das suas campanhas e a conformidade legal.
Os profissionais que compreenderem os diferentes tipos de dados, as respetivas implicações legais e as formas de os ativarem estrategicamente estarão mais bem posicionados no mercado nos próximos anos.
O IPAM forma profissionais e estudantes preparados para trabalharem neste novo paradigma, com programas que articulam estratégia, tecnologia e dados aplicados ao marketing real (em contexto de sala de aula e com recurso a casos de empresas concretas).
Para além dos cursos de Marketing apresentados neste artigo, se pretendes aprofundar os teus conhecimentos a nível académico, existem também as seguintes opções: